A chegada da 40ª edição do Festival de Artes de São Cristóvão, o FASC, levou todos os holofotes para a Cidade Mãe, que se tornou palco da pluralidade de público e das artes. Este ano, o evento já começou de maneira emblemática, no Dia da Consciência Negra, com uma programação totalmente pensada para celebrar a data, com valorização da cultura afro-brasileira e sergipana.
Não é à toa que turistas de vários cantos do Brasil se encontram na Cidade Mãe. Têm os que vêm apenas para curtir, aproveitar e conhecer toda a cultura local, mas também aqueles que aproveitam a oportunidade para trabalhar e promover o destino
Entre esses visitantes, destaca-se a presença de influenciadores digitais. São eles, de Sergipe e de outros estados, que ampliam o alcance do evento e ajudam a projetar São Cristóvão para novos públicos.
A influenciadora digital pernambucana Carol Maloca é um desses exemplos. Ela não conhecia o FASC nem a cidade de São Cristóvão. Sua primeira experiência foi justamente por meio do seu trabalho na internet, ao conhecer e apresentar o festival ao seu público.
“Vim fazer o ‘Rololô’ no FASC e meu coração fica tão feliz com esse projeto chegando a outros estados. Quis entregar o meu melhor para mostrar a potência do trabalho. A galera que gravei, me conhecendo ou não, foi muito massa: receptiva, tiradora de onda, carinhosa”, comentou a humorista.
O sergipano Ricardo Camargo, mais conhecido como Alface nas redes sociais, também não conhecia o festival de artes e brincou se sentir constrangido por isso. “Posso dizer, com uma mistura de constrangimento e alegria, dois fatos: o primeiro é que eu nunca tinha conhecido São Cristóvão; o segundo é que, a partir de agora, quero conhecer ainda mais”, disse.
“A gente vende o festival como um festival, mas por trás do festival o objetivo é vender a cidade. Então, quando a gente consegue trazer os influenciadores que entendem a dinâmica da cidade, que quando chega aqui vê a arquitetura, vê a culinária, vê as ruas da cidade, as praças, e aí eles entendem a importância de divulgar a cidade, de vender a cidade. Assim a gente fura uma bolha que, esse ano, eu acho que atendeu exatamente as expectativas”, explicou a presidente da Fundação de Cultura e Turismo de São Cristóvão (Fumctur), Paola Santana.
Além do FASC
À frente da missão de levar São Cristóvão aos quatro cantos do Brasil através das redes dos influenciadores digitais, a sócia fundadora e diretora operacional da Espinhaço Criativo, Mayze Barreto, explicou que o objetivo era que a cidade fosse vista para além do festival.
“São Cristóvão já tem força própria, mas quando essa força encontra influenciadores que realmente se permitem viver o território, a narrativa ganha outra dimensão. O objetivo é que a Espinhaço siga lado a lado com o festival para garantir que essa energia continue crescendo e que São Cristóvão seja vista, vivida e reconhecida do tamanho que merece”, explicou.
Para Pedro Cazoy, influenciador digital e diretor criativo da Espinhaço Criativo, dar protagonismo ao criador da casa também é parte importante do processo. “Trazer gente de fora e, ao mesmo tempo, colocar em protagonismo nossos porta-vozes daqui, os criadores sergipanos que conhecem as ruas, a tradição e a nossa gente, foi essencial”.
O ator e criador de conteúdo Audevan Caiçara decidiu viver a experiência do FASC como uma imersão e levou seus seguidores junto. “Como criador, me senti valorizado, ouvido, assistido, como se um megafone me fosse entregue, e eu pudesse falar sobre o festival do meu jeito, respeitando e honrando a sua história e grandiosidade. Foi uma experiência de aproximação entre o público e o evento, como se minha rede e minha vivência no FASC servissem de ponte entre os dois”, completou o ator.