Travesti, negra e gorda, nascida no menor estado do Brasil, Sergipe, Quésia transforma sua trajetória em potência artística. Ao estrear na Europa nos dias 21 e 22 deste mês, em Lisboa, a DJ não celebra apenas uma conquista pessoal: ela marca um passo importante na valorização do trabalho de travestis na música eletrônica e nas artes.
Vinda do bairro Parque dos Faróis, em Nossa Senhora do Socorro, Quésia carrega consigo as vivências de sua comunidade e o orgulho de representar seu estado em território internacional. Seu crescimento também passa pela força que vem construindo na cena do tribal em São Paulo, onde tem se destacado com sets envolventes e performances que traduzem alegria, potência e entrega.
Cada batida em sua apresentação carrega emoção. Cada gesto no palco comunica liberdade. Para Quésia, ocupar esse espaço vai além do entretenimento: é também uma afirmação de existência.
“Sou uma travesti, negra e gorda do menor estado do Brasil e estou indo para a Europa representando meu estado. Fazer música enquanto DJ é um valor inenarrável para mim. Desejo que outras travestis possam ocupar este e tantos outros espaços e que o nosso trabalho seja valorizado”, declara.
A estreia em Lisboa simboliza não apenas a expansão de sua carreira, mas também o fortalecimento da presença de artistas travestis na cena eletrônica global, ampliando narrativas e abrindo caminhos para que mais corpos e histórias ocupem os palcos do mundo.
Entre batidas intensas, brasilidade e presença de palco arrebatadora, Quésia reafirma que a pista é também território de diversidade, celebração e resistência. E Lisboa será palco desse momento histórico.
Por Assessoria de Comunicação