O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, afirmou que houve uma coordenação da “internacional reacionária” na onda de desinformação que levou milhares de pessoas, em Marrocos, a tentar imigrar para o enclave espanhol de Ceuta, na África.
“Houve também uma resposta sincronizada da internacional reacionária, que amplificou muito rapidamente o que estava acontecendo e espalhou mentiras e notícias falsas sobre a integridade do Espaço Schengen [que permite o livre trânsito de pessoas na União Europeia] e sobre as ações da Espanha”, disse o chanceler espanhol, nesta segunda-feira (3), em entrevista ao canal RTVE.
Albares argumenta que houve uma atividade “muito incomum” nas redes sociais que distorceu uma decisão do Supremo Tribunal da Espanha. A decisão alterou as regras para lidar com imigrantes irregulares que chegam a nado no país, proibindo a deportação sumária.
Segundo o ministro, usaram a decisão do tribunal para espalhar notícias falsas de que seria possível imigrar para Espanha sem possibilidade de deportação, o que é falso.
“Precisamos monitorar as redes sociais e combater a desinformação, que tem sido o elemento-chave para desencadear esse movimento sem precedentes. A reação que temos visto nas redes sociais por parte do movimento reacionário internacional precisa ser combatida de forma clara”, completou o chanceler.
Ele cobrou solidariedade da Europa, lembrando que as cidades de Ceuta e Melilla são as únicas da União Europeia que fazem fronteira terrestre com a África.