Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
Cordel de Notícias
  • Home
  • Notícias
    • Cidades
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Nacional
    • Política
    • Saúde
    • Segurança
  • Artigos
  • Coluna
  • Social
Reading: Brasil melhora desempenho escolar no longo prazo, mas patamar é baixo
Compartilhar
Cordel de NotíciasCordel de Notícias
Font ResizerAa
  • Home
  • Notícias
  • Artigos
  • Coluna
  • Social
Buscar
  • Home
  • Notícias
    • Cidades
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Nacional
    • Política
    • Saúde
    • Segurança
  • Artigos
  • Coluna
  • Social
Siga-nos

Brasil melhora desempenho escolar no longo prazo, mas patamar é baixo

Rafael Ramos
10/09/2026
Compartilhar
8 Min Leitura
Brasil melhora desempenho escolar no longo prazo, mas patamar é baixo
Compartilhar

A redução da distância entre o desempenho dos estudantes brasileiros e a média dos alunos de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no Pisa 2025 não significa, necessariamente, que o Brasil tenha avançado em aprendizagem.

Conteúdo
Ganhos em escalaDesigualdades educacionaisTecnologia em sala de aula

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que a aproximação ocorreu principalmente porque o desempenho brasileiro permaneceu relativamente estável enquanto a média dos países da organização recuou, especialmente nos últimos anos.

“O país tem mantido seus resultados relativamente estáveis, enquanto a média da OCDE recuou. Portanto, embora tenha evitado uma piora, o desafio brasileiro continua sendo promover ganhos consistentes de aprendizagem”, diz Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann

O Pisa é o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), coordenado pela OCDE, entidade que reúne 38 países, incluindo algumas das maiores economias do planeta, para produzir estudos, estatísticas e recomendações sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico e social. Aplicado a cada três anos pela entidade, a prova avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.

“Podemos afirmar que o Brasil melhorou no longo prazo, sobretudo em ciências e leitura. No entanto, parte importante da aproximação ocorreu porque a média da OCDE caiu, especialmente em matemática”, avalia Rodrigo Fulgêncio, 1º vice-presidente da Associação Brasileira de Sistemas de Ensino e Plataformas Educacionais (Abraspe).

Com os resultados de 2025, que se mantiveram similares em relação a 2022, o Brasil segue no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas. Foram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Nessa mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 (leitura), 469 (matemática) e 486 (ciências). Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em matemática, por exemplo, o Brasil está com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos membros da OCDE.

A distância, no entanto, já foi bem maior, quando se comparam os dados entre os anos de 2006 e 2025. A diferença de desempenho em relação à média dos países da OCDE diminuiu de 102 para 58 em leitura (redução de 44 pontos), de 131 para 92 em matemática (39 pontos) e de 113 para 77 em ciências (36 pontos).

Ganhos em escala

Mestre em matemática e gerente da CASIO Educação, Jalman Lima afirma que é positivo que o Brasil não tenha acompanhado a intensidade de queda na educação observada em diversos países, mas essa estabilidade ainda ocorre em um patamar de desempenho educacional muito baixo, já que somente 28% dos estudantes atingiram pelo menos o nível 2 em matemática, que é o mínimo.

“O principal desafio continua sendo transformar essa estabilidade em crescimento real da aprendizagem matemática, ampliando a capacidade dos estudantes de interpretar situações, relacionar informações, escolher estratégias de resolução”, pondera.

“O ponto central é que o Brasil ainda não conseguiu produzir ganhos de aprendizagem em escala. Seguimos com uma parcela muito elevada de estudantes abaixo dos níveis mínimos de proficiência, especialmente em matemática e leitura, e com desigualdades importantes de desempenho. É preciso considerar também que esta é uma geração que teve sua trajetória escolar diretamente impactada pela pandemia, com efeitos sobre a aprendizagem que não desaparecem de um ano para outro”, argumenta Felipe Proto. Segundo ele, a recomposição das aprendizagens continua sendo fundamental para garantir que nenhum estudante fique para trás.

Além de ampliar o domínio básico em disciplinas como matemática, o país ainda precisa criar mais oportunidades para desenvolver o raciocínio mais sofisticado.

“Muitos ainda têm dificuldade em interpretar uma situação, decidir com autonomia, qual o conhecimento matemático utilizar. Ao mesmo tempo, praticamente não temos estudantes nos níveis mais altos de proficiência. E isso é um grande problema. É um desafio nas duas extremidades”, observa Jalman Lima.

Desigualdades educacionais

Rodrigo Fulgêncio, da Abraspe, também alerta para essa disparidade. Entre os principais gargalos, ele enfatiza, estão o elevado percentual de estudantes abaixo do nível básico, a presença muito pequena nos níveis mais altos de proficiência, a situação especialmente crítica em matemática e a forte desigualdade socioeconômica.  

“Em ciências, por exemplo, a diferença entre os 25% mais favorecidos e os 25% mais vulneráveis chega a 96 pontos. Quase cinco vezes o aprendizado médio associado a um ano escolar, que é de aproximadamente 20 pontos”, afirma.

O Pisa 2025 envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou da pesquisa com 30.140 estudantes. O perfil dos participantes brasileiros avaliados foi composto por 72,4% de estudantes oriundos de escolas da rede estadual, sendo a quase totalidade (96,9%) delas localizada em áreas urbanas. Cerca de 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do ensino médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025. Nesta edição, o foco foi o letramento dos alunos em ciências, com o maior número de itens aplicados.

“Mais do que a posição relativa do país no ranking, o Pisa reforça a urgência de transformar a melhoria da aprendizagem em prioridade nacional, com foco em garantir que todos os estudantes desenvolvam as competências essenciais para a vida, o trabalho e a participação cidadã no século XXI”, reforça Felipe Proto, da Fundação Lemann .

Tecnologia em sala de aula

Na avaliação do Pisa em 2025, os estudantes também respondem a questionários contextuais, incluindo o uso de celulares em sala de aula. O resultado mostrou que 81% dos estudantes brasileiros avaliados frequentavam escolas com restrições ao uso desses dispositivos. Em 2022, eram 37%. A proporção brasileira supera amplamente a média da OCDE (49%). Segundo o MEC, o percentual medido está alinhado às evidências de que estudantes em escolas com esse tipo de regra apresentam menor probabilidade de relatar distrações digitais.

A ocorrência, por exemplo, da chamada “leitura apressada”, que é quando o estudante lê rapidamente, mas de maneira imprecisa, quase dobrou entre 2018 e 2025. A OCDE também identificou fragilidades crescentes na capacidade de avaliar informações, relacionar diferentes fontes e pensar criticamente sobre o que se lê. Além disso, 28% dos estudantes disseram que os colegas se distraem com dispositivos digitais na maioria ou em todas as aulas de Ciências, e 46% já utilizam Inteligência Artificial (IA) semanalmente ou mais para estudar.

Segundo Rodrigo Fulgêncio, diante desse cenário, cabe refletir se os estudantes e suas formas de aprender mudaram mais rapidamente do que as práticas escolares conseguiram acompanhar. “O grande alerta do Pisa 2025 talvez seja exatamente esse: ampliar o acesso à informação e à tecnologia não garantiu maior aprendizagem. O desafio atual é ajudar os estudantes a sustentar a atenção, ler com profundidade, avaliar informações, construir raciocínios e utilizar a tecnologia para ampliar, e não substituir, o pensamento”.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe esta notícia
Facebook Copy Link Print
Notícia anterior Educação é prioridade para moradores de favelas do Rio nas eleições Educação é prioridade para moradores de favelas do Rio nas eleições
Próxima Notícia Prevenção ao suicídio: profissionais de saúde destacam riscos com bets Prevenção ao suicídio: profissionais de saúde destacam riscos com bets
Nenhum comentário Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- Anúncio-

Siga-nos

216FollowersFollow

Últimas notícias

Governo entrega escola reformada no bairro Cidade Nova
Governo entrega escola reformada no bairro Cidade Nova
Educação
Duplicação da Rodovia SE-100 segue em ritmo acelerado, diz governo
Duplicação da Rodovia SE-100 segue em ritmo acelerado, diz governo
Política
Libertadores: Rádio Nacional transmite Fluminense x Palmeiras
Libertadores: Rádio Nacional transmite Fluminense x Palmeiras
Destaques
Fábio Mitidieri diz que não comemora a condenação de Valmir de Francisquinho
Fábio Mitidieri diz que não comemora a condenação de Valmir de Francisquinho
Política

Você Pode Gostar

Neymar treina sem restrições com o grupo pelo segundo dia seguido

Neymar treina sem restrições com o grupo pelo segundo dia seguido

22/06/2026
TV Brasil: Stadium Copa acompanha convocação para o Mundial, ao vivo

TV Brasil: Stadium Copa acompanha convocação para o Mundial, ao vivo

17/05/2026
Guterres pede ajuda internacional para Síria devastada pela guerra

Guterres pede ajuda internacional para Síria devastada pela guerra

25/07/2026
Confira a agenda dos candidatos à Presidência desta segunda-feira

Confira a agenda dos candidatos à Presidência desta segunda-feira

17/08/2026

Acesso Rápido

  • Home
  • Anuncie
  • Assine
  • Política de Privacidade
  • Contato

Categorias

  • Cidades
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Política
  • Saúde

Fale Com a Redação

redacao@cordelnoticias.com.br

Siga-nos
© Copyright 2025 | Todos os Direitos Reservados - Feito com ❤ por R2 Sites