Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
Cordel de Notícias
  • Home
  • Notícias
    • Cidades
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Nacional
    • Política
    • Saúde
    • Segurança
  • Artigos
  • Coluna
  • Social
Reading: Caminhos da Reportagem mostra desafios para fechar manicômios
Compartilhar
Cordel de NotíciasCordel de Notícias
Font ResizerAa
  • Home
  • Notícias
  • Artigos
  • Coluna
  • Social
Buscar
  • Home
  • Notícias
    • Cidades
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Nacional
    • Política
    • Saúde
    • Segurança
  • Artigos
  • Coluna
  • Social
Siga-nos

Caminhos da Reportagem mostra desafios para fechar manicômios

Rafael Ramos
29/06/2026
Compartilhar
5 Min Leitura
Caminhos da Reportagem mostra desafios para fechar manicômios
Compartilhar

No primeiro semestre de 2025, 1.655 pessoas ainda estavam internadas, em todo o país, em hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico, também chamados de manicômios judiciários. São pacientes com transtornos mentais que entraram em conflito com a lei.

As internações contrariam a Resolução 487 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), publicada em 2023, que determina o fechamento dos manicômios judiciários. A normativa também dita novas regras para o tratamento das pessoas que, por questões de saúde mental, são consideradas inimputáveis pela Justiça, mas precisam cumprir medida de segurança.

Nesta segunda-feira (22), às 23h, na TV Brasil, o programa Caminhos da Reportagem discute a realidade dos manicômios judiciários, os desafios para a aplicação da resolução do CNJ e as alternativas para o cuidado dos pacientes que vão passar pelo processo de desinstitucionalização.

A Lei da Reforma Psiquiátrica, que completou 25 anos, proíbe a manutenção das pessoas com transtornos mentais em instituições asilares, com a exceção de internações curtas em períodos de crise. Inspirada na experiência italiana, a lei tratava de princípios, de ter locais de tratamento que não fossem locais de exclusão, mas de tratamento, de cuidado e em liberdade. Mas, de fato, ela foi mais adotada na área dentro do setor saúde,” explica o pesquisador da Fiocruz Paulo Amarante. O CNJ entendeu que a normativa também deve ser aplicada aos pacientes em conflito com a lei.

A determinação de fechar as unidades penais recebeu críticas de entidades como a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, que ajuizaram ações contra a resolução do CNJ no Supremo Tribunal (STF). Os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro obtiveram liminares no STF para manter as instituições funcionando, com a justificativa de que falta estrutura na rede pública de saúde para tratar as pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei.

“A gente quer sim desinternar, mas quer que as pessoas fiquem bem, não voltem. E se você não der a elas um aparato para isso, elas vão voltar”, pondera a defensora pública Ana Cristina Duarte, que atua no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Henrique Roxo, em Niterói.

Segundo a juíza auxiliar da presidência do CNJ, Andréa Britto, já é possível ver “um resultado extremamente efetivo e importante”. O número internações em manicômios judiciários passou de 2.314 pacientes, em 2023, para 1.655, no primeiro semestre de 2025. Todos os estados entregaram planos de implementação da política antimanicomial do Judiciário. Até agora, seis estados fecharam os manicômios: Ceará, Roraima, Piauí, Alagoas, Mato Grosso e Goiás.

“Esses espaços juntam o pior do pior. O pior do manicômio e o pior das penitenciárias. Pessoas que deveriam estar recebendo o cuidado em saúde mental com o estabelecimento de medidas terapêuticas para que pudessem ser reinseridas na sociedade, acabavam recebendo castigo físico, punição, como surras ou isolamento, quando entravam em crise”, afirma Ivani Oliveira, presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP).

A última inspeção nacional nos hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico, realizada pelo CFP, apontou uma série de violações de direitos. Foi o que Adilson Nogueira do Amaral vivenciou quando passou um ano e cinco meses num hospital penal no estado do Rio. “Me colocaram num lugar que é a solitária, um buraquinho pequenininho. E você fica ali dentro daquele lugar todo escuro. O banheiro é um buraco no chão”, lembra.

Hoje, Adilson é compositor de blocos de carnaval ligados aos centros de Atenção Psicossocial (CAPS), onde faz tratamento. “Eu vou brincar meu carnaval para libertar o meu povo do eletrochoque, da lágrima e da dor…”, ele canta.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe esta notícia
Facebook Copy Link Print
Notícia anterior Previsão indica semana de chuvas fracas em Sergipe Previsão indica semana de chuvas fracas em Sergipe
Próxima Notícia Número de mortos em terremotos na Venezuela se aproxima de 1.500 Número de mortos em terremotos na Venezuela se aproxima de 1.500
Nenhum comentário Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- Anúncio-

Siga-nos

216FollowersFollow

Últimas notícias

Multidão acompanha carreata de Fábio Mitidieri no Baixo São Francisco e reforça apoio a governador
Multidão acompanha carreata de Fábio Mitidieri no Baixo São Francisco e reforça apoio a governador
Política
Para associações, normas ainda deixam pontos em aberto sobre cannabis
Para associações, normas ainda deixam pontos em aberto sobre cannabis
Destaques
Equipe do São Paulo é a primeira finalista do Brasileirão Feminino
Equipe do São Paulo é a primeira finalista do Brasileirão Feminino
Destaques
Podoroska e Quevedo decidem SP Open 2026 neste domingo
Podoroska e Quevedo decidem SP Open 2026 neste domingo
Destaques

Você Pode Gostar

Bloqueios e pressão popular exigem renúncia do presidente da Bolívia

Bloqueios e pressão popular exigem renúncia do presidente da Bolívia

15/05/2026
Curaçao conquista primeiro ponto nas Copas ao frear o Equador: 0 a 0

Curaçao conquista primeiro ponto nas Copas ao frear o Equador: 0 a 0

21/06/2026
CGU diz que Prefeitura de Itabaiana pagou R$ 220 mil por software gratuito
CidadesDestaquesNotícias

CGU diz que Prefeitura de Itabaiana pagou R$ 220 mil por software gratuito

27/11/2025
Lucas Paquetá tem lesão na coxa confirmada, sem previsão de retorno

Lucas Paquetá tem lesão na coxa confirmada, sem previsão de retorno

30/06/2026

Acesso Rápido

  • Home
  • Anuncie
  • Assine
  • Política de Privacidade
  • Contato

Categorias

  • Cidades
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Política
  • Saúde

Fale Com a Redação

redacao@cordelnoticias.com.br

Siga-nos
© Copyright 2025 | Todos os Direitos Reservados - Feito com ❤ por R2 Sites