Aracaju responde por mais de três quartos da frota eletrificada
A frota de veículos elétricos e híbridos de Sergipe cresceu 290% em dois anos e chegou a 7.969 unidades, segundo dados da Senatran.
A frota de veículos elétricos e híbridos em circulação em Sergipe alcançou 7.969 unidades em agosto de 2026. Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o estado registrou crescimento de 290% no segmento em comparação com agosto de 2024, quando contabilizava 2.045 veículos eletrificados. O ritmo de expansão foi superior ao da frota total sergipana, que subiu 13%.
Aracaju e a Região Metropolitana
Aracaju concentra a maior parcela desse mercado no estado, com 6.087 veículos eletrificados — 76,4% de toda a frota de elétricos e híbridos de Sergipe. Na capital, esses modelos representam 1,60% do parque circulante local. No fluxo de expansão entre 2024 e 2026, para cada 5,6 novos veículos não eletrificados incorporados à frota, foi registrado um eletrificado.
Na Região Metropolitana, Barra dos Coqueiros apresentou salto de 637,1%, ao passar de 70 para 516 veículos eletrificados em dois anos. No município, entrou em circulação um veículo eletrificado para cada 7,5 movidos a combustão.
A carteira do Sicredi destinada ao financiamento de veículos elétricos e híbridos no Nordeste registrou expansão de 194% em um ano. O volume de crédito na região passou de R$ 7,64 milhões em agosto de 2025 para R$ 22,46 milhões em agosto de 2026, segundo a instituição.

Assessor de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste, Artur da Silva Figueiredo associa a expansão a uma combinação de fatores. “O consumidor passou a encontrar uma variedade maior de modelos e faixas de preço, enquanto as instituições financeiras ampliaram as alternativas para viabilizar essa compra. Esse movimento reduz uma das principais barreiras de entrada para quem considera trocar um veículo convencional por um eletrificado”, afirma.
“Os números mostram que existe uma demanda crescente e que o crédito tem acompanhado essa transformação. Para o consumidor, além do valor de aquisição, entram na decisão fatores como economia de combustível, custos de manutenção, autonomia e disponibilidade de pontos de recarga”, explica Figueiredo. Segundo ele, a avaliação do custo total de uso do veículo tem ganhado peso na escolha por modelos eletrificados.
“À medida que os modelos se tornam mais acessíveis e a rede de recarga avança, o consumidor passa a perceber a eletrificação não apenas como uma novidade tecnológica, mas como uma alternativa concreta de mobilidade. Esse processo tende a ampliar gradualmente a participação desses veículos nas cidades sergipanas”, conclui.
Com informações da assessoria