Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
Cordel de Notícias
  • Home
  • Notícias
    • Cidades
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Nacional
    • Política
    • Saúde
    • Segurança
  • Artigos
  • Coluna
  • Social
Reading: “Tiktokização” e crise sufocam propostas de campanha, diz Fenaj
Compartilhar
Cordel de NotíciasCordel de Notícias
Font ResizerAa
  • Home
  • Notícias
  • Artigos
  • Coluna
  • Social
Buscar
  • Home
  • Notícias
    • Cidades
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Nacional
    • Política
    • Saúde
    • Segurança
  • Artigos
  • Coluna
  • Social
Siga-nos

“Tiktokização” e crise sufocam propostas de campanha, diz Fenaj

Rafael Ramos
15/09/2026
Compartilhar
7 Min Leitura
“Tiktokização” e crise sufocam propostas de campanha, diz Fenaj
Compartilhar

O debate público sobre os rumos do Brasil tem sido esvaziado por um modelo eleitoral distorcido, marcado pela ausência de propostas estruturais. É o que aponta a presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro. Em entrevista à Agência Brasil, ela argumenta que os problemas reais do país estão deixando de ser discutidos devido a dois principais fatores: a busca da grande mídia por audiência instantânea – e, na maioria dos casos, momentânea – e a adesão das candidaturas a uma lógica de marketing superficial.

“Sofremos um processo violento de ‘tiktokização’ da campanha eleitoral. Tudo se resume à dancinha”, declarou Samira.

Ela acrescenta que, em tempos de atenção pulverizada e consumo superficial de notícias, poucos candidatos parecem dispostos a debater a sério os reais problemas do Brasil. Samira também destaca qual é o papel do jornalismo nas grandes crises, como a que enfrenta o Supremo Tribunal Federal (STF) e a importância de ir além nessa pauta. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista exclusiva.

Agência Brasil: A atual crise político-institucional, que envolve denúncias relacionadas ao caso Master, afeta o debate eleitoral?

Samira de Castro: Sim. Ela já extrapolou o Poder Judiciário – envolvendo outras organizações, como a Polícia Federal – e está dominando o debate. O pior é que, a meu ver, ela continuará dominando o noticiário.

Agência Brasil: Com a aproximação do primeiro turno [em 4 de outubro], você acha que a imprensa e a opinião pública vão encontrar uma forma mais equilibrada para seguir acompanhando e noticiando o caso e, ao mesmo tempo, estimular os candidatos a detalharem suas propostas e os demais problemas brasileiros?

Samira de Castro: Sendo muito sincera, acho que não. Há um outro aspecto nisso tudo que preocupa a mim e à Fenaj, que é a questão do jornalismo declaratório, da superficialidade com que este e outros escândalos são tratados.

Agência Brasil: De que maneira isso atrapalha o debate eleitoral e, no limite, impacta o curso normal das eleições?

Samira de Castro: Primeiramente, o debate eleitoral fica prejudicado porque, no primeiro plano, as atenções se voltam todas para a crise institucional – que neste caso é [afeita ao] Poder Judiciário. Com isso, as pautas comuns dos períodos eleitorais, ou seja, a discussão das propostas dos candidatos, das demandas da sociedade civil e das pautas nacionais, ficam em segundo plano.

Ainda que um ou outro veículo entreviste os candidatos ou tenha feito séries sobre os problemas reais do Brasil, isto fica em segundo plano diante do cenário de crise. Em parte, isso ocorre também por uma lógica própria da comunicação, que é a busca pela audiência, cuja atenção é mobilizada. O resultado é que a população não debate com profundidade os programas de governo e as candidaturas, nem em nível nacional nem estadual. O que, em última instância, prejudica a sociedade civil organizada, cujas proposições não são contempladas.

Agência Brasil: Diante da gravidade da crise, isso poderia ser diferente? Como equacionar a necessária cobertura dos fatos e, ao mesmo tempo, garantir espaço para o debate dos problemas estruturais do país?

Samira de Castro: Acho que a mídia precisa insistir na segunda agenda. É importante cobrir a crise do Poder Judiciário. Inclusive porque rende muita audiência – o que também é necessário. Mas a agenda própria aos debates políticos precisa de uma certa insistência; de uma visão de longo prazo que não se esgota apenas na eleição. Porque tanto a realidade nacional tem que ser o tempo todo informada à sociedade, como também os desafios futuros, sobretudo nos campos econômico, social e geopolítico, como a interferência dos Estados Unidos. Esses temas podem até não ser o assunto principal neste momento, mas têm que ser discutidos com fontes plurais e confiáveis, evitando vieses editoriais. É preciso ir além do jornalismo declaratório, do “quem disse o quê”, e buscar ouvir a população, que é afetada no dia a dia pela política.

Agência Brasil: Toda crise política e institucional interessa ou beneficia a algum segmento e também cabe à imprensa deixar isto claro – mesmo sob risco de ser acusada de parcial?

Samira de Castro: Acho que a imprensa vai ser cada vez mais desafiada nessas coberturas eleitorais. Não só pelas crises persistentes, mas por uma reflexão muito franca sobre qual é, de fato, nosso papel. É ficarmos só na repercussão de fatos que mobilizam determinados setores políticos e econômicos? Para um segmento do espectro político, interessa que a crise institucional seja coberta todo dia, com vazamentos seletivos, investigações direcionadas. É um projeto em disputa.

O jornalismo tem que perceber seu papel nesse momento e agir com responsabilidade, cumprindo sua função social de compartilhar informação de relevante interesse público, capaz de gerar cidadania. Mas, ao contrário disso, muitos veículos de imprensa estão se guiando pela lógica de concorrer com as redes sociais, buscando uma atenção capaz de gerar engajamento momentâneo, mas sem discutir nada com profundidade, o que prejudica os esforços de veículos para se manterem relevantes. Além disso, é preciso reconhecer que houve um empobrecimento também das campanhas. Parece-me que estamos sofrendo um violento processo de “tiktokização” da campanha eleitoral. Você olha os perfis dos candidatos e tudo se resume a dancinha. É uma loucura. Poucos parecem debater a sério os reais problemas do Brasil.

Agência Brasil: E quais são, a seu ver, os temas mais urgentes nestas eleições?

Samira de Castro: Um deles certamente é a questão climática. Como as candidaturas enxergam as mudanças climáticas e suas consequências? Outra questão é como explorar nossas terras raras. Eu, particularmente, me interesso pela questão da atração de data centers, um tema bastante complicado e controverso. Enfim, há inúmeros temas na ordem do dia e sobre os quais não estamos vendo um debate aprofundado.  

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe esta notícia
Facebook Copy Link Print
Notícia anterior Brasileirão Feminino: TV Brasil exibe semifinal Bahia x Corinthians Brasileirão Feminino: TV Brasil exibe semifinal Bahia x Corinthians
Próxima Notícia Vendas no comércio caem 0,8% em julho, com “ressaca” da Copa do Mundo Vendas no comércio caem 0,8% em julho, com “ressaca” da Copa do Mundo
Nenhum comentário Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- Anúncio-

Siga-nos

216FollowersFollow

Últimas notícias

Multidão acompanha carreata de Fábio Mitidieri no Baixo São Francisco e reforça apoio a governador
Multidão acompanha carreata de Fábio Mitidieri no Baixo São Francisco e reforça apoio a governador
Política
Para associações, normas ainda deixam pontos em aberto sobre cannabis
Para associações, normas ainda deixam pontos em aberto sobre cannabis
Destaques
Equipe do São Paulo é a primeira finalista do Brasileirão Feminino
Equipe do São Paulo é a primeira finalista do Brasileirão Feminino
Destaques
Podoroska e Quevedo decidem SP Open 2026 neste domingo
Podoroska e Quevedo decidem SP Open 2026 neste domingo
Destaques

Você Pode Gostar

Semana de homenagens, registros especiais e celebrações
DestaquesSocial

Semana de homenagens, registros especiais e celebrações

09/12/2025
Beneficiários com NIS de final 5 recebem Bolsa Família de julho

Beneficiários com NIS de final 5 recebem Bolsa Família de julho

24/07/2026
Rivalidade entre Argentina e Inglaterra extrapola as quatro linhas
Destaques

Rivalidade entre Argentina e Inglaterra extrapola as quatro linhas

13/07/2026
Convite à imprensa: Lançamento da Pesquisa Nacional de Saúde

Convite à imprensa: Lançamento da Pesquisa Nacional de Saúde

02/07/2026

Acesso Rápido

  • Home
  • Anuncie
  • Assine
  • Política de Privacidade
  • Contato

Categorias

  • Cidades
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Política
  • Saúde

Fale Com a Redação

redacao@cordelnoticias.com.br

Siga-nos
© Copyright 2025 | Todos os Direitos Reservados - Feito com ❤ por R2 Sites