Brasil deve somar mais de 97 mil novos casos em 2026
As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2026 apontam 780 novos casos de câncer de mama e do colo do útero em Sergipe, e mais de 97 mil no país.
As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam 78.610 novos casos de câncer de mama e 19.310 de câncer do colo do útero no Brasil ao longo de 2026, o que soma 97.920 ocorrências previstas para o ano. Em Sergipe, são estimados 550 novos casos de câncer de mama e 230 de câncer do colo do útero — 780 no total.
Outubro é marcado por ações de conscientização sobre o câncer de mama, período que amplia a circulação de informações sobre a doença. A discussão envolve também o câncer do colo do útero: embora tenham características distintas, os dois tumores exigem atenção em diferentes momentos, da identificação de alterações até o diagnóstico e o tratamento.
Ginecologista e membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA), o dr. Gustavo Barison avalia que o número precisa vir acompanhado de acesso ao atendimento. “Os números mostram a dimensão que o câncer de mama e o câncer do colo do útero ainda representam para a saúde das mulheres. Por isso, é importante que a informação esteja acompanhada de acesso ao cuidado, desde a prevenção e o acompanhamento de rotina até a investigação de qualquer alteração. Identificar sinais e buscar avaliação profissional são atitudes que podem fazer diferença na condução de cada caso”, afirma.
Mortalidade em Sergipe
Os registros do Ministério da Saúde acrescentam outro indicador. Segundo o Painel de Monitoramento da Mortalidade CID-10, o câncer de mama provocou 21.848 mortes no Brasil em 2025, sendo 197 em Sergipe. Em 2026, os registros disponíveis somam 13.622 óbitos no país e 158 no estado.
Para o câncer do colo do útero, foram registradas 7.455 mortes no Brasil em 2025, das quais 89 em Sergipe. Em 2026, o painel contabiliza 4.567 óbitos no país e 53 no estado.

Atenção aos sinais
Os dois tumores podem não apresentar sinais nas fases iniciais, o que reforça a importância do rastreamento mesmo quando a mulher se sente bem. Para a mama, a mamografia é o principal exame de rastreamento. Para o colo do útero, a prevenção inclui o teste de DNA-HPV e, conforme a recomendação, o exame citopatológico, o Papanicolau.
Caroço na mama ou na axila, alterações na pele ou no mamilo, sangramento vaginal anormal e dor pélvica persistente não confirmam diagnóstico por si sós, mas merecem avaliação médica.
“O cuidado com a saúde não deve começar apenas quando aparecem sintomas. O rastreamento é essencial justamente porque essas doenças podem permanecer assintomáticas nas fases iniciais. Por isso, é importante que as mulheres realizem os exames recomendados para sua faixa etária e seu histórico de saúde, garantindo uma jornada de cuidado organizada, desde a prevenção até o diagnóstico e o tratamento”, completa o médico.
Câncer de mama e do colo do útero: perguntas frequentes
Quantas mortes por câncer de mama Sergipe registrou em 2025?
197, segundo o Painel de Monitoramento da Mortalidade CID-10, do Ministério da Saúde.
Quantos novos casos são estimados para Sergipe em 2026?
780 — sendo 550 de câncer de mama e 230 de câncer do colo do útero, segundo o INCA.
Quais sinais merecem avaliação médica?
Caroço na mama ou na axila, alterações na pele ou no mamilo, sangramento vaginal anormal e dor pélvica persistente.
Qual o principal exame de rastreamento do câncer de mama?
A mamografia, nas faixas etárias recomendadas pelo INCA.
Com informações da assessoria