Projeto é orientado pela professora Lara Arguelho
Um projeto de ensino de ciências criado por egressos da Universidade Federal de Sergipe disputa a final do Prêmio LED Globo 2027, que paga R$ 200 mil ao vencedor.
O projeto “Ciência é Fundamental”, idealizado pelos egressos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Camile Porto, do curso de Física, e Kauan Rodrigo dos Santos, de Ciências Biológicas, foi selecionado para a semifinal do Prêmio LED Globo 2027. A iniciativa está entre os 80 semifinalistas escolhidos entre mais de 1.500 projetos de educação inscritos em todo o país.
De Sergipe para o Brasil
Para Kauan Rodrigo dos Santos, as conquistas do projeto têm sido “um sonho”. “No primeiro semestre, estivemos entre os 20 finalistas do Fenômenos Academy 2026, entre mais de 800 projetos inscritos. Foi uma experiência indescritível estar na grande final, em São Paulo, apresentando esse nosso projeto nascido em Sergipe, nascido na UFS, e que tem potencial para transformar a educação em todo o país”, conta.
“Agora, estar entre os 80 semifinalistas do Prêmio LED 2027, entre mais de 1.500 inscritos, é mais um sinal de que estamos no caminho certo. Faremos de tudo para chegar à grande final e concorrer ao prêmio de R$ 200 mil, mas, desde já, nos consideramos vitoriosos”, completa.
Com o propósito de fortalecer a educação científica e apoiar professores da educação básica, o projeto aposta em práticas ativas de aprendizagem, que estimulam a participação dos estudantes e aproximam os conteúdos científicos de experiências práticas em sala de aula. A iniciativa é orientada pela professora da UFS Lara Arguelho e recebeu apoio da Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia da UFS por meio dos editais InoveEdu, em 2023, 2025 e 2026, e Socialize-se, em 2024.

A orientadora Lara Arguelho explica que “a iniciativa do projeto Ciência é Fundamental tem como proposta pedagógica a formação integral de jovens pesquisadores interessados em inovação no ensino, metodologias para o ensino de Ciências, experimentação e divulgação científica. Os materiais didáticos produzidos visam auxiliar o planejamento docente de professores da educação básica, oferecendo atividades de baixo custo e parametrizadas, que detalham conteúdos didáticos, tempos de aplicação, custos e alinhamento com as habilidades da BNCC”.
Ao longo do desenvolvimento, os idealizadores perceberam que estimular os alunos a aprender na prática era apenas parte do caminho: também era preciso apoiar os educadores. Daí vieram os e-books interativos, um site de acesso gratuito e a Caixa da Ciência, pensados para auxiliar na preparação de atividades. Os materiais estão em cienciaefundamental.com.
Camile Porto afirma que “essas oportunidades foram importantes para nossas escolhas de vida, para a construção do pensamento crítico e para estreitar a nossa relação com a ciência”. Ela lembra ainda o quanto gostaria de ter tido acesso a oportunidades como essas antes, ainda no ensino fundamental.
Com informações da Ascom/UFS